terça-feira, 16 de agosto de 2011

A medida de um homem

Quando se fala sobre o que um homem precisa, sempre vem aqueles chavões: carreira, dinheiro, diploma, mulheres, carros, sexo, drogas e rock´n´roll. Mas não concordo com isso, nem sempre o homem precisa só de coisas boas, até porque nada são flores no mundo.

Para ser  um homem completo, acho que todos nós precisamos algum dia ter alguma frustração, ouvir nãos, perder alguém ou até sair de uma batalha sem o ouro e sem o cromo. Não é praga, não. Você vai entender o que quero dizer.

Muitas pessoas buscam esconder os erros, não admitem que estão frustradas com algo ou então falam não sentir falta de alguém que se foi. Eu acho uma tolice esconder isso, pois tudo o que somos hoje é a soma de nossos acertos e erros.

É o famoso caso da criança que sempre mexe no fogão de casa, o dia que a coitada queima a mão, nunca mais mexe no fogão. Viu, é um bom exemplo de aprendizando com os erros.

Então, ao invés de sermos infelizes por nada e ficarmos nos lamentando e escondendo nossa dor, o melhor a se fazer é sentar, pensar nos erros e refletir sobre o que aprendeu com essa experiência, para que no futuro possamos pensar melhor nossas atitudes e sermos pessoas muito melhores.

Sei que é um exemplo idiota, mas dane-se: somos iguais aqueles bonequinhos de RPG, após uma batalha, mesmo se perdemos, adquirimos experiência. A experiência vai somando, mesmo perdendo na maioria, e um dia nos tornamos invencíveis. Tá, na vida real não somos invencíveis, mas evoluímos bastante de level mesmo em batalhas perdidas.
Por exemplo, eu aprendi que não se pode encostar em uma tomada quando se está molhado (tinha nove anos) e agora fico esperto quanto a isso. Agora, imagine se eu pegasse trauma de chegar perto de tomada....Vish!

2 comentários:

  1. Corretíssimo o pensamento!
    E não achei idiota o exemplo não! Achei muito bem colocado!
    Não é questão de estimular o erro, é questão de estimular o aprendizado de cada situação! ;D

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  2. O que precisa ser muito claro na vida de cada um, ou pelo menos da maioria, é que se aprende muito mais e de forma mais eficaz com os erros.
    Acertar é bom e seguir em frente como um vitorioso é de uma sensação única. Mas falo por mim, pelo menos, quando digo que as coisas mais válidas que aprendi foram com meus próprios erros.

    Ótimo texto, Pedro!

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