sábado, 15 de janeiro de 2011

Perda...

Perder algo nunca é legal, ainda mais quando é algo de que gostamos muito. Todos nos lamentamos por termos perdido algo, seja uma pessoa querida, um objeto com valor sentimental ou então uma oportunidade que teria mudado nossa vida.

Embora falamos da boca para fora que superamos nossa perda, na verdade nunca a superamos, pois sempre que falamos nela nossos olhos ficam mareados e aparece aquele sentimento de saudade de como as coisas eram antes da perda. Por exemplo: Você não valorizou alguém que te amava e esta pessoa o largou. Você irá lamentar tal perda e se culpar por não ter sido legal com a pessoa e sempre irá se lembrar dela com um enorme carinho e tristeza. Claro, você evitará tocar no assunto futuramente pois o que todos fazemos é camuflar a perda para evitar sofrimentos. 

Parece que não, mas perder algo que nunca tivemos também dói. Vai me dizer que você não sofreu quando sua amiga, que você achava que poderia se tornar sua namorada, começou a namorar outro sujeito? Ela nunca foi posse sua, mas você sofreu calado por perdê-la para outro sujeito, pois , em sua visão , ela era perfeita para ti. Outro bom exemplo disso é quando você está em uma competição almejando o prêmio que esta dará ao primeiro colocado. Ao chegar em último, você verá o primeiro colocado desfrutando do prêmio e ficará chateado por tê-lo perdido, embora nunca o teve.

Concluindo, não acredito naquele discurso de que "fulano superou sua perda". Imagine que "fulano" seja uma madeira e que as perdas sejam pregos que estão martelando nele. Quando ocorre a perda, o prego é colocado. Por mais que ele seja tirado depois, o buraco continuará lá, é uma marca que não sai com o tempo. Se o fulano tivesse mesmo superado sua perda, sairia por aí falando dela com um belo sorrisão, mas isso não ocorre. Ninguém fala de suas perdas sem chorar. Não vou falar das minhas, não quero molhar meu teclado e não superei a maioria.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ser diferente é normal...

Imaginem se tudo no mundo fosse igual: as cores, as ruas, as pessoas, os carros, etc. Com o tempo iríamos enlouquecer com a tamanha monotonia que o mundo nos proporcionaria. Imagine só, você sair na rua e se deparar com várias pessoas com o mesmo corte de cabelo que o seu, a mesma roupa que a sua, os mesmos gostos que os seus. Agora imagine se a única cor que existisse fosse a preta. Todos os carros pretos, todas as roupas pretas, tudo na cidade preto. Agora o pior, já pensou se no cinema só passasse um único filme para todo o sempre? As diferenças vieram para quebrar essa monotonia e oferecer às pessoas um leque de opções para que elas não enlouqueçam por somente bater em uma tecla. Como diria Raul Seixas: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".

Nos dias atuais acontece um problema, mesmo com milhares de opções as pessoas insistem em ser iguais. Pode reparar, na maioria dos grupos as pessoas ouvem o mesmo tipo de música, assistem ao mesmo tipo de filme, se vestem do mesmo jeito e têm o mesmo penteado. Com isso, as pessoas que são diferentes acabam sendo discriminadas. Se você ouve um tipo de música que é diferente do que a maioria gosta, vão te discriminar. Se você gosta de um filme que a maioria não gosta, vão te discriminar. Se você se veste diferente, vão te discriminar e por aí vai. Parece que se a pessoa tem sua própria opinião e essa difere da maioria das pessoas, essa pessoa está errada e merece ser discriminada. Desse jeito é melhor que tudo no mundo seja igual, pois mesmo com tantas opções as pessoas insistem em sempre seguir o mesmo caminho.

Se você é igual eu, que sou discriminado por ser diferente, não dê bola, pois as pessoas diferentes é que costumam se destacar com o tempo. Um bom exemplo a ser usado é a cantora Lady Gaga, ela faz o maior sucesso por ser completamente diferente, tanto nas músicas quanto nas atitudes e no jeito de se vestir. Agora, se ela insistisse em ser igual aos outros, será que ela estaria onde está hoje? Outro bom exemplo foi o rei do rock Elvis Presley, que praticamente inventou o rock. Se o Elvis insistisse em ser um cantor igual aos outros de sua época, será que ele teria feito sucesso? Se o que é diferente faz sucesso, porque insistir em ser sempre igual?