sábado, 11 de dezembro de 2010

A Dish Served Cold

Sempre quando alguém nos faz mal, de imediato ficamos perplexos. Ficamos sem reação, parece que todo o corpo trava. Ao cairmos na realidade, vem à tona o sentimento de raiva e parece que queremos fazer com a pessoa o dobro do que ela fez conosco, é o sentimento de vingança.

A vingança, a princípio, parece ser algo muito bom, pois a pessoa devolve tudo o que sofreu. Só que uma pessoa com raiva acaba dando um soco de olhos fechados. Vou tentar me explicar melhor com uma situação hipotética dita por meu pai :  Um rapaz chegou em casa raivoso, pois fora ridicularizado por algozes na escola. Revoltado, gritava que queria vingar-se a qualquer custo. Seu pai, vendo aquela situação, trouxe ao filho uma camiseta branca e um saco de carvões.

O pai pendurou a camiseta branca em um varal e disse para o filho imaginar que aquela camiseta fosse o seu algoz. Depois, o pai disse para o filho imaginar que os carvões eram as coisas que ele desejava fazer contra o algoz. Então, disse para o filho arremessar contra a camiseta , que seria o algoz,  quantos carvões desejasse. O rapaz começou a jogar os carvões descontroladamente. Passado um tempo, já não restava um único carvão no saco.

O pai do rapaz apareceu e disse: "Então, meu filho, você fez mal a seu algoz?". O rapaz mostrou a camiseta toda suja e rasgada e acenou positivamente com a cabeça. O pai, então, conduziu o filho até um espelho e disse: "Agora olhe para você mesmo". O rapaz olhou-se no espelho e se viu todo sujo, sua camiseta estava em pior estado do que a que ele arremessara os carvões. Conclusão, a vingança fez mal tanto ao "algoz" quanto ao próprio vingador.

A raiva é o que leva a vingança e isso não é bom, pois pessoas que agem com raiva não pensam nas consequências de seus atos. Depois da vingança sempre vem o arrependimento, só que a pedra já foi atirada e não tem como fazê-la voltar à sua mão. E essa pedra atirada, na maioria das vezes, faz mais mal para o atirador do que para quem a recebeu de fato. Um exemplo disso foi um caso nos EUA de seis garotas que espancaram uma outra por acharem que ela as difamava na internet. As agressoras acabaram todas presas e irão permanecer na cadeia por muitos anos, tudo isso por uma vingança besta. A pedra atirada prejudicou mais a quem?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

É Natal, é natal, hipocrisia geraaal.

Olá senhores leitores do meu blog, hoje estou atendendo ao pedido de meu amigo Caio. Ele me pediu para escrever um texto sobre o Natal, então vamos lá.

Sei que vão chover canivetes para cima de mim, mas o Natal é o feriado mais capitalista e hipócrita que existe. Em dezembro, as pessoas só se preocupam em comprar presentes para a família inteira. Os comerciantes, espertos, abrem suas portas até domingo à noite para lucrar, o que é o mais certo pois vivemos na América, a terra da oferta e da demanda. As pessoas devem achar que comprando um super presente para a sogra vai fazer a velha as odiar menos. Ledo engano, cara!

Quanto à hipocrisia, bem, vou explicar agora. Em toda família existe aqueles dois elementos que se odeiam. Sempre que tem festa de aniversário na família e um dos elementos comparece, o outro dá uma uma desculpa para não aparecer, ficando nessa marmelada o ano inteiro, deixando os familiares à volta desconfortáveis com a situação. Porém, no dia do Natal , como mágica os dois estão lá se abraçando, desejando felicidades um ao outro, trocando presentes e mais todo o tipo de bajulação que se pode imaginar. Afinal, é o espírito de Natal. Passando o dia do Natal, os dois infelizes voltam a se odiar e ficam naquela velha criancisse até o próximo Natal. O espírito de harmonia dura apenas o dia do Natal ? Não vou nem comentar aqueles discursos de que a época do Natal é uma época de paz. Espera um pouco, então quer dizer que o resto do ano que se dane? Paz só no Natal e depois vamos nos matar igual animais? A hipocrisia também vale para aquelas pessoas que são ruins o ano inteiro, sacaneam os outros, falam que trabalhar é mais importante que a família e , na época de Natal , vão lá e querem pagar de bonzinhos,  fazendo doações e falando que a família é a coisa mais importante. Pelo amor de Deus, né? 

Uma coisa é certa, ninguém sabe o verdadeiro significado do Natal. Antes que me perguntem, também não sei qual é. Só sei o significado atual dele que é comprar presentes, enfeitar a casa, desejar paz a todas as pessoas e depois desfazer tudo, só refazendo no próximo Natal. Bom, feliz Natal então!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Medo...

Postando só para não perder o costume mesmo, não tenho estado muito bem ultimamente. Hoje, como o título sugere, vou tentar falar sobre o medo.

Na nossa vida, sempre encontramos pessoas que dizem não ter medo de nada. Eu acho isso uma arrogância, pois o medo é algo natural do ser humano. Só nunca teve medo na vida quem nunca se arriscou mesmo. Isso me lembra a primeira vez que saí guiando um carro sozinho,  minhas pernas tremiam, senti muito medo mesmo, mas soube lidar com ele. Isso também vale para a primeira vez que peguei ônibus sozinho, quando tive de enfrentar alguém mais forte que eu no ginásio e por aí vai. O fato é que o medo é como se fosse uma pequena chama, se nós não o controlamos de imediato, ele vai se alastrando e destruindo várias coisas em nossa volta até nos dominar por completo. Se vivermos dominados pelo medo, não conseguimos realizar quase nenhuma tarefa e viveremos a vida inteira trancados em casa. O medo não pode se tornar algo principal em nossa vida. Acho que nem tenho tanta moral assim para falar sobre controlar o medo, pois ainda tenho medo de muitas coisas. Mesmo assim estou aprendendo, afinal de contas, a vida é uma escola.

O medo é um sentimento como outro qualquer, nós não sentimos vergonha por amar alguém então não devemos ter vergonha de sentir medo. Sabendo lidar com o medo, todos nós conseguimos realizar diversos desafios, mesmo que não conseguimos vencer. Como dizia o sábio senhor Myagi ( Karate Kid) : " É certo perder para o inimigo, mas é errado perder para o medo". Se a gente enfrentar algo e perder, e daí? Desde que perca como um vencedor, não há problema.